Luanda – A bispa da Igreja Anglicana, Filomena Teta, disse esta quarta-feira, em Luanda, que Angola tem dado passos concretos na valorização das mulheres, no quadro da sua política de igualdade no género.
Segundo a religiosa, o exemplo de liderança feminina no Governo e nas igrejas prova que o país está num caminho positivo.
“Vendo esta sala cheia, é visível que estamos mais avançados na questão da igualdade no género”, explicou a presbítera que dissertou no workshop sobre “normas de género e masculinidade positiva” que decorre de 28 a 30 do corrente mês, com a participação de representantes de igrejas e de instituições governamentais.
Conforme a bispa, a igualdade de género, quer na liderança eclesiástica ou governamental, contribui para uma sociedade saudável, pelo que os homens não devem compreender isto c um desafio ou competição.
Sobre a Igreja Anglicana, disse que esta deu um grande passo ao colocar uma mulher como bispa, o que demonstra que todos são chamados a desempenhar ou servir para uma missão.
A religiosa reforçou que a masculinidade positiva não representa opressão, mas sim serviço, partilha e cooperação, o que pressupõe apoiar a sua família, respeitar e valorizar a mulher.
O evento serviu de reflexão sobre o papel da igreja na promoção da igualdade de género e aborda temas como masculinidade tóxica, violência baseada no género, tráfico de seres humanos, síndrome de burnout pastoral e a mulher na liderança eclesiástica.
A iniciativa tem como objectivo dotar os líderes religiosos de ferramentas para promoção do respeito, da equidade e da não-violência nas comunidades.
Na ocasião, o secretário-geral do CICA, Vladimir Agostinho, disse que a Igreja tem um papel inegável na mudança de mentalidades e na desconstrução de normas sociais discriminatórias.
Em representação do UNFPA, Luís Samacumbi, sublinhou a importância da educação cristã desde a infância, para moldar adultos conscientes e respeitadores da igualdade de género.
“A masculinidade positiva deve ser ensinada desde cedo, pelo que os encarregados têm um papel vital nesse processo”, disse.
Já a secretária do Bureau Político do MPLA para a Política Económica e Social, Idalina Valente, destacou o papel fundamental da Igreja na promoção da igualdade de género como contributo no desenvolvimento do país.
Para a dirigente, a inclusão da mulher no processo de desenvolvimento sustentável é uma necessidade urgente.
Em representação da vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, a partidária enfatizou que as mulheres representam mais de 50 por cento da população mundial, o que garante um futuro próspero.
O evento contou com representantes das províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Namibe, Malanje, Uíge e Bengo.




